quinta-feira, 28 de maio de 2020

Veja a previsão do tempo para o mês de junho

Veja a previsão do tempo para o mês de junho

Mesmo com as ondas de frio previstas para o próximo mês, média das temperaturas estará acima do normal em grande parte do Brasil e a chuva, abaixo do normal
27 de maio de 2020 às 17h50
Por Pryscilla Paiva, de São Paulo
Chuva clima tempo
Foto: Pixabay
As ondas de frio chegaram antes neste ano e para junho, há a previsão de pelo menos mais duas entradas de massa de ar polar mais intensas. A variação da temperatura vai fazer com que, em média, se tenha um mês com anomalia positiva, temperatura acima do normal, em todo o Sul, São Paulo, Triângulo Mineiro, Centro-Oeste e Norte do Brasil. 
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No entanto, isto não quer dizer que não vai fazer frio. Nas outras áreas, junho terá os termômetros indicando temperaturas dentro da climatologia.
As poucas áreas com temperatura abaixo da média estarão associadas com excesso de nuvens e umidade no Nordeste e parte do Sudeste que vão apresentar baixa amplitude térmica ou madrugadas mais frias pela baixa umidade relativa do ar no Centro-Oeste. As ondas de frio de junho já não aparecem com a mesma intensidade de maio. Inclusive, há previsão de mínimas bem mais elevadas que o normal em meados de junho no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Em relação à chuva, vamos ter um junho mais seco do que o normal desde o norte do Rio Grande do Sul até o Paraná, pegando áreas de São Paulo, onde a média climatológica já à é bem baixa, Triângulo Mineiro, Centro-Oeste e nos estados de Rondônia, parte do sul do Amazonas e no Pará. 
As chuvas vão ficar acima da média no leste de Minas Gerais, parte do Espírito Santo e em um grande trecho que engloba toda a faixa costeira da região Nordeste, por conta de um fenômeno que atua nesta região chamado Ondas de Leste. “Mesmo sem termos o La Niña configurado, temos um comportamento de chuva acima da média no Nordeste e abaixo no Sul, com diminuição das instabilidades do Paraná a partir do dia 15”, explica Celso Oliveira da Somar Meteorologia.
Chama-se a atenção para o Paraná, estado que vem passando por sua pior estiagem desde pelo menos 1997 e que não deverá receber muita precipitação em junho. Inclusive, o nível do rio Paraná na Argentina é o mais baixo em pelo menos 50 anos em parte por conta da falta de chuva entre o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul a partir de março, mas também por conta da água da chuva ter sido represada para geração de energia nas bacias do Grande e Paranaíba durante o verão.
Apesar da previsão de precipitação abaixo da média no centro do país, há expectativa da passagem de algumas frentes frias chuvosas, mas com baixo acumulado, sobretudo no início de junho.
A primeira semana de junho já vai ter a chegada de uma frente fria que vai trazer volumes significativos de chuva para o Sul, mas não na quantidade que tivemos no último episódio. De qualquer maneira estas pancadas vão servir para manter a manutenção de disponibilidade hídrica para o trigo e o milho segunda safra.

O balanço de maio

O mês de maio foi caracterizado por chuva acima da média no litoral do Nordeste e do Pará e também na região de Manaus. Desde o dia 1º até  o dia 27, segundo dados do INMET, a cidade que mais choveu no Brasil foi João Pessoa (PB) com 483 milímetros, 70% acima do normal. Olhando para o país como um todo, a maior parte dos municípios observou acumulados entre a média a ligeiramente acima da média – mas cabe lembrar que maio é, naturalmente, um mês onde as precipitações já são normalmente mais escassas pelo país e dois ou três dias de chuva já podem ultrapassar a média.
Destaque para o retorno das precipitações finalmente para o Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, após um início de ano marcado pela estiagem e pelos decretos de situação de emergência. A umidade do solo agora está elevada em todo o Rio Grande do Sul e o produtor aproveitou para acelerar a instalação do trigo e das pastagens de inverno. 
Na virada do mês, as atividades em campo avançam mais lentamente por conta da chuva, mas nada que traga grandes transtornos. Além disso, observa-se frio persistente. A atual semana será fria mais uma vez com formação de geadas sobretudo na fronteira com o Uruguai. Por outro lado, o mês ficou mais seco do que o normal no leste de Santa Catarina, do Paraná e centro e sul de São Paulo, além de Alagoas, Amapá, Maranhão e boa parte de Pernambuco.
O frio também foi o destaque deste mês com pelo menos três quedas acentuadas da temperatura e registro de algumas geadas em alguns pontos do Sul, de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. De forma geral, as temperaturas mínimas ficaram dentro a ligeiramente abaixo da média entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e oeste do Rio de Janeiro.
Já o norte do Mato Grosso e regiões Norte e Nordeste, de forma geral, tiveram manhãs mais quentes do que o normal. O menor valor de temperatura registrado no Brasil neste mês foi no alto do Parque Nacional de Itatiaia-RJ com -5,4 ºC, no dia 12. Durante as tardes, fez mais frio que o normal em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Já o Ceará, sertão nordestino, Pantanal de Mato Grosso do Sul, leste e norte de Paraná e Santa Catarina e também parte do estado de São Paulo, ficaram com máximas acima da média para o mês.
Via: Canal Rural

terça-feira, 26 de maio de 2020

Eleições do Campus Ufersa Caraúbas em andamento para Diretor(a) da Universidade!

 Votem: Discentes, Docentes e Técnicos!!!


Link de votação online: https://eleicoes.ufersa.edu.br/sigeleicao/

Eleições de 8h (manhã)  até ás 20h (noite) 3 Chapas concorrem ao Cargo de Diretor/Diretora por 4 anos!!!

Com pressão alta, diabetes e câncer de pele, idosa de 94 anos vence Covid-19: 'Guerreira'

Por Renato Pavarino, G1 Rio Preto e Araçatuba
 

Dona Maria segura placa para mostrar que vence a Covid-19 em Nova Granada  — Foto: Arquivo Pessoal
Dona Maria segura placa para mostrar que vence a Covid-19 em Nova Granada — Foto: Arquivo Pessoal

Aos 94 anos, Maria da Mata Mussi comemora ao lado dos familiares o fato de ter superado o novo coronavírus. Moradora de Nova Granada (SP), a idosa é portadora de pressão alta, diabetes, faz tratamento contra câncer de pele e tem marcapasso.
A recuperação dela era uma incógnita para os médicos que a trataram durante os sete dias que permaneceu internada no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP). Contudo, a aposentada não precisou sequer ser entubada e pôde retornar para casa, onde cumpriu 14 dias de isolamento.
Em entrevista ao G1, a advogada Mariana Eleodoro Mussi contou que a avó viajou a São Paulo para fazer tratamento contra o câncer de pele no Hospital das Clínicas. No entanto, as consultas foram desmarcadas por conta da pandemia de Covid-19, e a idosa permaneceu hospedada na casa de um parente.
“Em abril, ela começou a ficar doente, a sentir falta de ar e a tossir. Então, minha tia a levou em um Pronto-Socorro da Barra Funda. Os médicos disseram que era suspeita de coronavírus e colheram o material dela no dia 28 de abril”, relembra a neta de 27 anos.
Dois dias depois, Maria precisou ser levada para o hospital campanha do bairro Anhembi-Morumbi. O resultado do teste rápido ficou pronto em 1º de maio e deu negativo para Covid-19. No entanto, a idosa precisou de oxigênio, porque os médicos constataram que a saturação dela estava baixa.
Preocupada com a possibilidade de o quadro da aposentada piorar, a família decidiu trazê-la a Rio Preto. Ao chegar ao município do interior de São Paulo, Maria foi levada ao Hospital de Base e fez outro exame. O resultado, dessa vez, foi positivo para Covid-19.
“Ficados desesperados com a notícia. Vemos tantos exemplos de pessoas mais novas que perderam a vida, e a minha avó tem marcapasso, diabetes, hipertensão, câncer de pele e 94 anos de idade. Até os médicos não acreditavam na recuperação dela”, afirma a advogada.
Maria ficou internada do dia 1º até 8 de maio. Os médicos refizeram todos os exames e decidiram que ela poderia retornar para a casa, onde precisou ficar isolada durante 14 dias.
“O isolamento acabou no dia 21 de maio. Ela refez o exame e deu negativo para Covid-19”, afirma a neta, que complementa:
“Foi a melhor sensação poder tê-la de volta conosco. Minha avó foi realmente uma guerreira. Atualmente ela está bem, comendo e andando. Os médicos acreditavam que ela teria dificuldades para andar pelo fato de ter um desgaste no quadril e por ter ficado muito tempo deitada, mas ela já pegou o andador e começou a caminhar no segundo dia. Está super lúcida".

Casos em Nova Granada

Até a noite deste sábado (23), Nova Granada contabilizava três casos confirmados de coronavírus e uma morte causada pela Covid-19. Ao todo, quatro pessoas estão curadas da doença – incluindo a Dona Maria. Não há casos suspeitos sendo investigados na cidade.

Dona Maria tem hipertensão, diabetes, câncer de pele e marcapasso no coração  — Foto: Arquivo Pessoal
Dona Maria tem hipertensão, diabetes, câncer de pele e marcapasso no coração — Foto: Arquivo Pessoal

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