segunda-feira, 1 de junho de 2015

G1 relata abandono de moradores de Gramacho, 3 anos após lixão fechar

Com olhar cansado, mãos calejadas e apenas 19 anos, Carlos Medeiros Almeida tem um sonho em comum com outras centenas de ex-catadores do antigo aterro sanitário de Gramacho: “O direito de ter direito”. Há três anos, enquanto um caminhão da Comlurb subia a rampa para descarregar a última caçamba dentro dos muros do maior aterro da América Latina – que fica no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense –, cerca de 1,4 mil catadores comemoravam a possibilidade de mudar de vida. 

Moradores e crianças precisam caminhar no meio do lixo. (Foto: Marcos de Paula / G1)Moradores e crianças precisam caminhar
no meio do lixo. (Foto: Marcos de Paula / G1)
No entanto, desde o fechamento oficial do aterro, no dia 3 de junho de 2012, quando diversas autoridades trancaram com um cadeado os portões do lixão, a vida de catadores que continuam vivendo no entorno do local está ainda pior. Sem saneamento básico, moradia e condições dignas de sobrevivência, eles enfrentam agora a dificuldade da falta de trabalho e de água potável para o consumo.
G1 publica a partir desta segunda-feira (1) uma série de reportagens sobre lixões no Estado do Rio
De acordo com a Lei 12.305/10, que determinou o fechamento dos lixões e instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, além do reconhecimento profissional e da capacitação, está prevista a inclusão social dos catadores.

“O rapaz que tem bomba [que capta água de um cano da Cedae nas proximidades do aterro] vende água pra nós a R$ 20 o barril [cerca de 90 litros]. Dá pra quase um mês, porque eu sou sozinho. Eu também tomo banho no trabalho antes de sair [para economizar]”, diz Carlos, que, apesar de não ter recebido nenhum curso de capacitação, conseguiu emprego de auxiliar de serviços gerais em um hospital da Zona Norte do Rio.
Carlos vive num barraco de madeira que conseguiu construir quando ainda era menor de idade e subia a rampa de Gramacho de madrugada para catar material reciclável e madeira. Após o fechamento do lixão, as fábricas de reciclagem que existiam no entorno do aterro também pararam as atividades. Como muitos moradores utilizavam a água dos canos que abasteciam essas empresas, ficaram sem água potável para o consumo.
“Muitas pessoas pegavam água lá dentro, colocavam canos, sabe? Agora não tem água para beber e tomar banho. Quando as ONGs chegam para ajudar com os fardos de água, parece que você está na Somália, na Etiópia. É triste demais”, explica o ex-catador Sebastião.
Conhecido mundialmente após protagonizar o documentário "Lixo Extraordinário", que contou a história dos catadores do aterro, Tião lembra que antes as pessoas conseguiam ao menos sobreviver. “Gramacho [bairro] hoje é um bolsão de miséria e exclusão social. De certa forma, Gramacho [o antigo aterro sanitário] era onde as pessoas excluídas da sociedade conseguiam ser incluídas, pelo menos para sobreviver.”
Inclusão em conjunto com fechamento de lixões
Durante a sexta audiência da Comissão parlamentar de Inquérito dos Lixões na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 25 de maio, o procurador Renato Machado, do Ministério Público Federal (MPF), destacou que, apesar do antigo aterro ficar dentro de Duque de Caxias, durante 35 anos o município que mais despejou resíduos lá foi o Rio de Janeiro. Logo, a capital fluminense tem grande responsabilidade na inclusão desses catadores.
Quando as ONGs chegam para ajudar com os fardos de água, parece que você está na Somália, na Etiópia. É triste demais"
Sebastião, ex-catador
“O fechamento tem que se dar conjuntamente com a inclusão dos catadores. O município do Rio é o pior exemplo que a gente pode usar para o Brasil do cumprimento da Lei de Resíduos Sólidos, porque a inclusão dos catadores de Jardim Gramacho não foi feita de forma adequada. Foi dada uma indenização e pronto. Eles tinham que ter sido aproveitados na logística da coleta seletiva. Segundo a lei, os catadores devem ser estimulados a se associar em cooperativas e a experiência deles tem que ser aproveitada na coleta seletiva do município. E tem toda essa problemática, pois eles moram em Caxias, mas o principal município que jogava lá era o Rio. Então, dar um dinheiro xnão basta”, garantiu Machado.
arte gramacho infográfico (Foto: Editoria de Arte / G1)
Apesar de a lei estabelecer que a inclusão dos catadores deve ser feita paralelamente ao fechamento dos lixões, três anos depois os catadores ainda não podem contar com um plano de coleta seletiva.
Segundo a prefeitura de Caxias, foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para a implantação da coleta no município com os catadores.
“Desenvolvemos o projeto com eles e vamos começar em um bairro no município com expectativa de ampliação da área de abrangência da coleta, após seis meses de coleta seletiva iniciada”, explicou o secretário de Ambiente do município, Luiz Renato Vergara, ressaltando que a demora para a criação do plano ocorreu devido à mudança de governo.
Até a publicação dessa reportagem, a prefeitura do Rio, que operava o aterro e era responsável pelo despejo diário de 10 mil toneladas de resíduos no local, informou apenas que pagou a indenização de quase R$ 14 mil aos catadores, mas não respondeu sobre os cursos de capacitação e quantos profissionais trabalham na coleta seletiva atualmente.
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Crianças andam no meio do lixo e dos porcos (Foto: Marcos de Paula / G1)Crianças andam no meio do lixo e dos porcos (Foto: Marcos de Paula / G1)
Para os catadores, é fundamental criar um sistema que substitua os empregos gerados pelos lixões. “Não basta erradicar o lixão. Erradicar por erradicar é a exclusão da exclusão”, criticou Tião.

Problemas de saúde
A falta de saneamento e condições mínimas de higiene já trouxeram inúmeros problemas e doenças aos moradores da região. Carlos, que tem um filho de três anos, conta que a mãe da criança não deixa ele levar o filho para casa dele com medo que a criança pegue alguma doença. “Às vezes, quando ele vem aqui, tem que ficar em cima da cama. Não dá para ele brincar no chão”, contou o rapaz.
Às vezes as crianças têm muita dor de barriga, têm febre, o meu filho mais velho já ficou internado por causa da qualidade da água. Ele teve infecção urinária por causa da bactéria que tinha na água"
Natalie Pinheiro, ex-catadora
A família de Natalie Pinheiro, 25 anos, que foi catadora dos 16 até os 22 anos, também já passou por dificuldade por conta de água contaminada.
“Às vezes as crianças têm muita dor de barriga, têm febre, o meu filho mais velho já ficou internado por causa da qualidade da água. Ele teve infecção urinária por causa da bactéria que tinha na água”, lembrou. Depois disso, Natalie comprou um filtro de barro para melhorar a qualidade da água que os três filhos usam para beber.

“Meu marido comprou uma bomba com o dinheiro que recebeu da indenização. É como a gente puxa a água, porque não tem encanação aqui dentro”, contou Daniele Áurea Mendes da Silva, de 31 anos, que tem sete filhos e vive num barraco de madeira de apenas um cômodo e sem banheiro. A família toma banho a céu aberto, no quintal de casa, utilizando galões de água que são abastecidos pela bomba que o marido comprou.
Daniele e sua família tomam banho de roupa no quintal de casa, pois barracos da comunidade não têm banheiro (Foto: Marcos de Paula / G1)Daniele e a família tomam banho de roupa no quintal, pois não há banheiros (Foto: Marcos de Paula / G1)
Natalie gastou quase todo o dinheiro da indenização com a alimentação do filho caçula, que nasceu com intolerância à lactose. “Cada lata de leite era muito cara, custava R$ 600. Coloquei ele no programa do hospital infantil de Duque de Caxias, mas não consegui ganhar o leite e eu tinha que comprar. O meu dinheiro foi para ele”, explicou Natalie.

Há três anos, quando a equipe de reportagem do G1 esteve em Gramacho, para conversar com os catadores, Daniele fez um desabafo: “Às vezes, tenho vergonha que minhas amigas venham aqui. Então, prefiro nem chamar”, contou ela na época, diante do barraco de madeira onde morava.
Coloquei as crianças para treinar e um garoto desmaiou. [...] [Depois] O garoto virou e disse: ‘Pastor, tem três dias que eu não como nada. Não tem nada lá no barraco para comer"
Anderson Leite, pastor e responsável
pelo projeto Ide Missões
Três anos depois e com um filho a mais, ela contou qual continua sendo o seu grande desejo. “O meu maior sonho é ter uma casa de tijolo para botar os meus filhos dentro e ter um emprego”, disse a jovem, que na época em que podia trabalhar no lixão e perto de casa revezava com o marido. Hoje, no entanto, como ele trabalha como pedreiro fora de Gramacho, a única renda da casa é a dele. “Alguém precisa ficar aqui com as crianças”.
Ponta de esperança
À frente do projeto social Ide Missões, o pastor evangélico Anderson Leite ressalta como consegue abrandar a fome de alguns jovens que vivem nas comunidades de Gramacho.
“Coloquei as crianças para treinar e um garoto desmaiou. Corri na padaria, comprei uma coca-cola e uma bananada e demos a ele para a taxa de glicose subir. Depois, dei uma bronca no moleque e disse que eles tinham que comer antes de vir treinar. O garoto virou e disse: ‘Pastor, tem três dias que eu não como nada. Não tem nada lá no barraco para comer’”, lembra Anderson, que, depois desse dia construiu uma cozinha industrial onde oferece almoço e lanche diariamente para cerca de mil crianças.
Pastor Anderson faz trabalho comunitário há sete anos na comunidade (Foto: Marcos de Paula / G1)Pastor Anderson faz trabalho comunitário há sete anos na comunidade (Foto: Marcos de Paula / G1)

  Segundo Anderson, o objetivo do projeto é mudar a vida dos jovens através do esporte. Num galpão construído na comunidade, crianças e adolescentes fazem aulas de artes marciais todos os dias da semana e nos fins de semana participam de competições no Rio e até fora do estado. De acordo com o pastor, alguns meninos que estavam entrando para o tráfico de drogas acabaram vendo no esporte uma oportunidade de vida.

“É isso que vale a pena. Minha missão é essa. Quando estava decepcionado com a igreja e pedi a Deus para orar e sair do Brasil e ir para o Haiti ou para a África, ele me apresentou uma África bem perto de mim, uma região de miséria extrema que fica a 30 minutos de qualquer ponto do Rio. Jardim Gramacho para mim é a África brasileira e por isso estamos aqui há sete anos”, garante.
Crianças se divertem em parquinho de comunidade de Duque de Caxias (Foto: Marcos de Paula / G1)Crianças se divertem em parquinho de comunidade de Duque de Caxias (Foto: Marcos de Paula / G1)

Cão vítima de violência tem a face reconstruída: 'Parecia um monstro'


Vera encontrou Bambam na rua e agora espera pela recuperação dele (Foto: Mariane Rossi/G1)

Vera encontrou Bambam na rua e agora espera pela recuperação dele (Foto: Mariane Rossi/G1)

A motorista particular Vera dos Santos, de 46 anos, encontrou o cachorro dentro de uma tubulação de esgoto em Cubatão. “Eu parei para pegar frutas perto de uma antiga Vila da região. Quando olhei vi que tinha um cachorro na minha frente. Eu fui me aproximando e observei que o rosto dele estava meio pendurado. Fui tentar pegar e ele rosnou para mim. Em seguida peguei o carro, ração e deixei lá para ele comer”, diz.
Um cachorro com o rosto completamente deformado passou por uma transformação e teve a face reconstruída em Santos, no litoral de São Paulo. A dona do cão, que o encontrou dentro de uma tubulação de esgoto, acredita que ele havia sido vítima de violência e abandonado em seguida por seus antigos donos.
Vera encontrou Bambam dentro de uma tubulação de esgoto (Foto: Vera Lucia dos Santos/Arquivo Pessoal)Vera encontrou Bambam dentro de uma tubulação
(Foto: Vera Lucia dos Santos/Arquivo Pessoal)
Vera e Bambam, antes da cirurgia (Foto: Vera Lucia dos Santos/Arquivo Pessoal)Vera e Bambam, antes da cirurgia (Foto: Vera Lucia
dos Santos/Arquivo Pessoal)
Vera tirou fotos do cachorro e postou nas redes sociais. Uma ONG de Cubatão viu a postagem e conseguiu ajuda para recolher o animal. “Eles deram alimentação, injeção e tiraram muitas larvas, além de terem limpado a boca. Eu peguei e o trouxe para a minha casa”, conta ela. A motorista suspeita que ele tenha sido vítima de algum tipo de violência, já que os veterinários acharam pólvora dentro da boca do cão.

Durante a convivência com o animal, Vera Lucia sempre notou que ele era muito arisco, mas, também, muito forte por aguentar viver com a boca totalmente deformada. Por isso, Lucia começou a chamá-lo de Bambam. “O nome é porque ele é baixinho, troncudinho e forte. Eu achei bonito. Veio na cabeça e ele gostou também”, lembra Lúcia.
Depois de dois dias, a motorista soube que o hospital veterinário da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) poderia avaliar o caso de Bambam e encontrar uma solução para a boca do cachorro, que permanecia aberta durante todo o tempo.
Veterinária Paola fez a reconstrução da face de Bambam (Foto: Mariane Rossi/G1)Veterinária Paola fez a reconstrução da face de Bambam (Foto: Mariane Rossi/G1)
“Ele chegou todo deformado. Sedamos ele para ver se as vias respiratórias estavam íntegras. Olhando, parecia que tinha alguma coisa comprometida, mas estava tudo bem. A gengiva estava toda exposta, ressecando. Ele comia, bebia água, respirava bem mas era um cachorro horrível de se olhar”, afirma a professora universitária e cirurgiã veterinária Paola Américo.
A equipe do hospital-escola fez uma reconstrução de face em Bambam, de forma gratuita, já que a motorista não tinha condições de pagar pelo procedimento, que custa cerca de R$ 2 mil. O resultado da operação, que durou duas horas, foi excelente. “Aqui na faculdade a gente nunca tinha feito. É difícil receber casos que tem que fazer reconstrução estética no cão. Ali tinha um comprometimento perante a sociedade muito grande. A dona Vera saia na rua e as pessoas atravessavam a rua com medo dele, porque ele parecia um monstro”, explica Paola.
No mesmo dia da cirurgia, Bambam foi para a casa de Vera e começou a tomar os medicamentos pós-cirúrgicos. Depois de quatro dias, porém, Bambam foi atacado por um cachorro. Vera o levou novamente para o hospital e, desde então, ele está internado em uma clínica particular tomando antibiótico, anti-inflamatório e isolado, para evitar brigas com outros cães. Ele deve ficar no local até se recuperar e estar pronto para uma nova cirurgia. “Assim que for liberado ele vai ficar comigo. Não largo mais. Não tem ninguém que não se apaixone por ele, pelo olhar dele”, finaliza Vera.
Todas as fases de Bambam, antes do segundo ataque (Foto: Divulgação/Unimes)Todas as fases de Bambam, antes de sofrer ataque (Foto: Divulgação/Unimes)

Blitz flagra 79 pessoas dirigindo bêbadas em uma só noite em Goiás

Uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou 79 pessoas dirigindo embriagadas na madrugada de domingo (31), em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A equipe montou a barreira próximo a um show que ocorria na cidade. Segundo a corporação, foi a maior apreensão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) em todo o estado em apenas uma noite.
"Eu pago a multa, eu tenho carro, eu trabalho e ganho mais de 20 mil por mês. Posso pagar qualquer multa", disse. No entanto, como o índice dele foi de 0,84 miligramas de álcool por litro de ar expelido, ele foi detido - o máximo para não ser preso é 0,3 miligramas.Do total de motoristas bêbados, 18 acabaram atingindo um nível muito alto de alcoolemia e foram presos. Foi o caso de um motorista que não apresentou a CNH e o documento do carro. Após o resultado do bafômetro confirmar que ele havia bebido, ele falou com ironia sobre a infração.
Outro condutor embriagado foi flagrado logo após sair da festa e mal conseguia ficar em pé para responder às perguntas do policial. Apresentando também dificuldades até para ficar acordado, ele foi levado para a delegacia de Rio Verde.
O agente da PRF Fábio Losi, explicou a importância de não dirigir após de beber e listou os problemas que o condutor pode enfrentar após ingerir álcool.
"Quando ele faz a ingestão de álcool, seja qual for a quantidade, a medida que ele aumenta esse consumo, gradativamente o seu reflexo vai diminuindo e também o tempo de resposta dele num acionamento de um freio, a sua capacidade de locomoção, tudo isso é reduzida", afirma.

Segundo a PRF, dos 18 presos, 17 foram liberados após pagarem fiança de um salário mínimo cada. Um deles permanecia preso até a noite de domingo.
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Blitz flagra 79 pessoas dirigindo bêbadas em uma só noite, em Rio Verde, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Motorista foi preso por dirigir embriagado, em Rio Verde (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Tentativas de fraude via aparelhos móveis crescem; saiba se proteger

saiba se proteger de fraudes via celular (Foto: Editoria de Arte/G1)

Saiba se proteger de fraudes via celular (Foto: Editoria de Arte/G1)
Os consumidores mal se acostumaram com o termo "m-commerce" e com a versão mobile do internet banking, e os fraudadores já se articulam para explorar as fragilidades das operações. Entre as tentativas de fraude online em 2014, 7% tiveram origem em um aparelho móvel – em 2015, esse percentual deve chegar a 18%, segundo estudo da ClearSale, empresa especializada em soluções de prevenção à fraude.
"Os golpistas têm se concentrado nas transações com cartão não-presente, que é através das lojas virtuais e do internet banking. Assim, eles precisam apenas dos dados pessoais e financeiros da vítima”, explica Hugo Costa, diretor da ACI Worldwide no Brasil, multinacional que oferece soluções em pagamento.
Com os dados de terceiros em mãos, os fraudadores atuam de diversas formas: abrem contas em bancos ou empresas de "fachada" para aplicar golpes, solicitam cartões de crédito, adquirem linhas telefônicas e financiam produtos, especialmente eletrônicos e automóveis, de acordo com a Serasa Experian.

Panorama
No final de 2014, as transações realizadas no mobile commerce, ou m-commerce (site de lojas em formato móvel), correspondiam a 9,7% de todas as vendas no e-commerce, de acordo com um relatório feito pelo site de compras online e-Bit.
Quase metade das operações bancárias no Brasil já é realizada pelo mobile e pelo internet banking (47% em 2014), conforme levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O Brasil fechou 2014 com 6,76 milhões de linhas ativas de 4G, o que representa um crescimento de 416,55% em relação a 2013, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
As estatísticas revelam que o comportamento das pessoas está mudando, que cresce o uso de canais móveis e online, e os especialistas garantem que os fraudadores estão atentos a essas mudanças. 

Como conseguem os dados
O especialista em segurança da Kaspersky Fabio Assolini alerta que  as fraudes em dispositivos móveis acontecem basicamente de três formas: sites e aplicativos falsos de lojas e bancos, phishing e wi-fi público.
Ao instalar um aplicativo falso, o usuário descarrega, na verdade, um vírus. As páginas falsas exibem ofertas exuberantes e, ao simular a compra, o site falso só oferece uma opção de compra, através do cartão de crédito, momento em que os dados são capturados.
Em 2012, a empresa de desenvolvimento de softwares de segurança para internet detectou pela primeira vez no Brasil o uso de phishing em formato móvel. Esse tipo de ataque começa com um e-mail solicitando um clique para ativação de um determinado acesso e, ao clicar, o usuário é direcionado para uma página falsa, já configurada no formato móvel, que solicita os dados da vítima.
A fraude de dados através do wi-fi acontece quando o dono de uma conexão ou um outro usuário conectado à mesma rede tem intenções maliciosas e realiza o ataque em tempo real, direcionando a vítima para um site falso ou para conseguir dados pessoais ou de cartão de crédito.  "Em termos de segurança, comparo o wi-fi público ao banheiro público. As pessoas chegam em uma cafeteria e já se conectam. Dê preferência ao seu 3G ou espere chegar em casa", orienta Assolini.

Tecnologia
Apesar das brechas encontradas pelos criminosos, os especialistas em segurança online são unânimes quanto ao pioneirismo tecnológico do Brasil.
"Para evitar fraudes com cartão presente, o Brasil adotou medidas pioneiras, como a tecnologia do cartão chipado, por exemplo, que só agora chega aos EUA. Depois do chip, a clonagem do cartão físico ficou cara e os fraudadores estão migrando para o ambiente virtual", explica Omar Jarouche, estatístico da ClearSale.
Para garantir a segurança dos clientes nas transações online, existe a autenticação online, que alerta sobre uma página falsa, a criptografia, que transforma as informações enviadas e recebidas em códigos, e produtos para detecção e prevenção de riscos baseados na reputação do dispositivo que acessa à internet e no histórico de operações do usuário.
"Os softwares funcionam através de sistemas de regras e modelos neurais e analíticos. Pesquisadores bolaram algoritmos e sistemas inteligentes. Então, se alguém, por exemplo, que nunca compra eletroeletrônicos adquire uma TV de 50 polegadas via internet de madrugada, o sistema detecta e alerta sobre o risco em tempo real", explica Joel Nunes, gerente da ACI no Brasil.

De quem é a culpa?
Por mais complexa e eficiente que seja a tecnologia disponível, o comportamento dos consumidores brasileiros ainda é arriscado e os coloca facilmente em situações de fraude, alerta Nunes.
"É fácil realizar uma fraude: os criminosos só precisam de endereço, CPF, número do cartão e os três dígitos de segurança. Então, proteja seus dados pessoais", recomenda Assolini.
Os especialistas indicam as seguintes formas de proteção, que valem tanto para o acesso móvel, quanto para desktops:

• Verifique se o site da loja ou do banco tem cadeado;
• Verifique se o endereço da página começa com "https" (garantia de que os dados são criptografados);
• Verifique se o site tem certificado digital de segurança;
• Antes de comprar em lojas virtuais, verifique a reputação delas na internet;
• Desconfie de empresas pouco conhecidas com ofertas muito vantajosas;
• Evite compras e operações sensíveis usando wi-fi público;
• Desconfie de e-mails no formato de sorteios, concursos e prêmios;
• Quando surgir a mensagem "clique aqui", só clique se tiver certeza de que é confiável;
• Mantenha o navegador seguro com aplicativos de confiança. Existem soluções gratuitas;
• Mantenha o browser atualizado;
• Instale antivírus e o mantenha atualizado;
• Ao abrir uma conta em um banco, questione os mecanismos de segurança que oferecem no internet banking, como o envio do Token, por exemplo;
• Acompanhe seu extrato semanalmente.

Caso alguém constate fraude após verificar o extrato, a orientação das empresas é que a pessoa entre em contato com os bancos e realize o bloqueio do cartão. Fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil pode auxiliar a Delegacia de Crimes Digitais a pesquisar o IP do fraudador e prender os criminosos. As vítimas deste tipo de fraude também podem recorrer à Serasa e ao SPC, que oferecem serviços em que as lojas são notificadas do problema e não aceitarão novas compras.

Cientistas reativam memória perdida de camundongos usando a luz


Cientistas conseguiram reativar a memória perdida de camundongos usando a luz, o que ajuda a entender o mecanismo biológico de doenças como a amnésia e desperta a esperança de novos tratamentos, segundo estudo publicado na revista americana Science.
Esta pesquisa lança uma luz para entender a natureza da amnésia, um tema controverso para a neurociência, avalia Susumu Tonegawa, professor do centro de estudos sobre o aprendizado e a memória do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e diretor do Riken Brain Science Institute no Japão, associado ao MIT, que chefiou estes trabalhos.
Os pesquisadores debatem há anos se a amnésia provocada por um traumatismo no crânio, o estresse ou doenças como o mal de Alzheimer, se deve ao dano de células cerebrais específicas, o que tornaria impossível recuperar a memória, ou se o acesso a estas lembranças é o que representa um problema.
"A maioria dos cientistas prefere a teoria da destruição do armazenamento da informação, mas esta pesquisa mostra que isto provavelmente é errado", avalia o professor Tonegawa, Nobel de Medicina em 1987. "A amnésia é um problema de recuperação da memória", assegura.
Os cientistas supunham que havia no cérebro uma rede de neurônios que, ativados durante a formação de uma lembrança, provocam mudanças físicas ou químicas denominadas engramas.

O hipocampo do cérebro

Segundo os cientistas, se estes grupos de neurônios engramas são reativados por uma imagem, um odor ou um sabor, toda a memória gravada deveria voltar. Para demonstrar a existência destas células engramas da memória no hipocampo do cérebro, este grupo de cientistas usou a optogenética em camundongos, o que consiste em adicionar proteínas aos neurônios para permitir que sejam ativados pela luz.
Até agora, não tinha sido possível demonstrar que estes neurônios engramas sofriam modificações químicas segundo um processo chamado consolidação da memória.
Uma das mudanças chave se baseia em reforçar as sinapses, estruturas que permitem transmitir mensagens entre neurônios a partir do aprendizado e da experiência.
Estes cientistas também tentaram ver o que aconteceria se esta consolidação de sinapses não aconteceria. Eles deram a um grupo de roedores uma substância química, a anisomicina, que bloqueia a síntese de proteínas nos neurônios imediatamente após a formação de uma nova memória, impedindo esta consolidação.
Este grupo de animais foi colocado em uma jaula denominada A, em que sofriam descargas elétricas nas patas. Mais tarde, quando quiseram colocá-los novamente na jaula, os animais demonstraram medo, o que indica que lembraram de uma experiência traumática. Ao contrário, outro conjunto de roedores, que não tinham nenhuma lembrança disto, não reagiram.
Depois, os cientistas reativaram o processo de consolidação das sinapses mediante impulsos nos ratos com amnésia que recuperaram totalmente a memória da descarga elétrica. Mesmo quando foram colocados em outra jaula, eles ficaram paralisados pelo medo.
O estudo permitiu diferenciar mecanismos de armazenamento da memória dos que permitem formá-la e recuperá-la, destaca Thomas Ryan, pesquisador do MIT, principal coautor desta pesquisa. Para o professor Tonegawa, isto demonstra que em algumas formas de amnésia, a memória pôde não ter sido apagada, mas simplesmente está "inacessível".
Segundo ele, "estes trabalhos lançam uma luz surpreendente sobre a natureza da memória e vão estimular futuras pesquisas sobre a biologia da memória e sua reestruturação clínica".

Racismo e machismo podem ser apagados do cérebro

São poucas as pessoas que, conscientemente, se declaram hoje machistas ou racistas. No entanto, a rejeição ao outro está na base da biologia humana. Entre os seres humanos, a suspeita contra quem não é do grupo é um extra da sobrevivência. Hoje, a cultura suavizou esse preconceito, mas mesmo que inconsciente, ele ainda está lá. Isso fica demonstrado pela tendência a contratar um homem, em vez de uma mulher, ou nos casos persistentes de violência policial contra as minorias étnicas.
Para medir esse viés, psicólogos norte-americanos criaram, há mais de uma década, o Teste de Associação Implícita (TAI). Trata-se de um jogo no qual é preciso ligar imagens com palavras, como uma imagem de uma pessoa de raça negra com termos positivos ou negativos. E isso deve ser feito o mais rápido possível, sem pensar. Seu objetivo é distrair o cérebro para enfraquecer sua capacidade de resposta consciente e deixar aflorar o que você realmente sente pelo outro. Na edição espanhola, por exemplo, é possível fazer o teste Negro-Branco, Madri-Catalunha, Jovem-Velho... Uma advertência, você pode não gostar dos resultados.
Agora, pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) usaram uma versão da TAI com 40 alunos, a metade homens e a metade mulheres, todos brancos. Mas seu objetivo não era verificar o seu viés social contra negros ou de gênero, mas se era possível desaprender esse preconceito. Primeiro confirmaram a validade do teste. Metade dos alunos viu imagens de negros e brancos associadas a palavras negativas ou positivas. À outra metade, foram mostradas fotos de casais de meninos e meninas, com termos relacionados com a ciência ou arte e literatura. Em uma escala de zero (sem preconceito) a 1 (preconceito máximo), a pontuação média foi superior a 0,55.
Os participantes do estudo realizaram um teste antiestereótipos racistas e de gênero
Após o treinamento, os psicólogos mostraram os resultados aos participantes e pediram para que repetissem o teste, mas com a cabeça, pensando a relação entre imagens e palavras e escolhendo as não discriminatórias. Quando acertavam, o programa emitia um som. No final da tarefa, os voluntários foram convidados a dormir durante 90 minutos. O objetivo não era que descansassem, mas aplicar o que a ciência chama de consolidação das memórias através do sono. Além de reparar, o sonho é o mecanismo que o cérebro usa para fixar na memória ou descartar as experiências e lições do dia.

Novo tratamento contra câncer de pulmão pode dobrar sobrevida de pacientes, diz estudo.

Pesquisadores constataram que nova droga impede que células cancerígenas se escondam de sistemas de defesa do corpo humano.
Um novo tratamento contra o câncer de pulmão pode mais do que dobrar a sobrevida de alguns pacientes, revelou uma pesquisa conduzida por cientistas americanos e europeus.

Segundo eles, uma nova droga, chamada Nivolumab, impede que as células cancerígenas se escondam dos sistemas de defesa do corpo humano, deixando o tumor mais vulnerável à ação dos anticorpos.
Os cientistas chegaram aos resultados após conduzirem um experimento com 582 pessoas. As descobertas foram publicadas na revista científica American Society of Clinical Oncologye descritas como "uma esperança real para os pacientes".
O câncer de pulmão é o mais letal, matando cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo.
Como a doença é de difícil tratamento e normalmente tem diagnóstico tardio, as chances de sobrevida do paciente são significativamente reduzidas após a descoberta do tumor.
Defesas naturais
O sistema imunológico humano é treinado para combater infecções, mas também ataca partes do corpo quando elas apresentam um mau funcionamento ─ é o caso do câncer.
No entanto, tumores apresentam alguns "truques" de forma a sobreviver a esses ataques naturais.
Eles produzem uma proteína chamada PD-L1 que desliga qualquer parte do sistema imunológico que tenta atacá-los.
A Nivolumab faz parte de uma série de drogas chamadas "inibidores de checkpoint" sendo desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos.
O medicamento impede que as células cancerígenas "desliguem" o sistema imunológico, deixando-as vulneráveis ao ataque do próprio corpo humano.
Câncer de pulmão
Câncer de pulmão é o mais letal, matando 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo
O experimento, conduzido na Europa e nos Estados Unidos, foi realizado em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado e que já haviam recorrido a outros tipos de tratamento.

Aqueles que se submetiam ao tratamento comum viviam, em média, 9,4 meses após iniciar a terapia, enquanto que os que tomavam Nivolumab viviam, em média, mais 12,2 meses.
No entanto, alguns pacientes tiveram um desempenho espetacular. Aqueles com tumores que produziam altos níveis de PD-L1 chegaram a viver por mais 19,4 meses.
Leia mais: Cientistas usam vírus da herpes para curar câncer de pele

'Marco'

Os dados foram apresentados pelo laboratório farmacêutico americano Bristol-Myers Squibb.
Responsável pela pesquisa, Luis Paz-Ares, do Hospital Universitario Doce de Octubre, em Madri, na Espanha, disse que "(Os resultados) representam um marco no desenvolvimento de novas opções de tratamento contra o câncer de pulmão".
"Nivolumab é o primeiro inibidor PD-1 a mostrar um avanço significativo na sobrevivência média na terceira fase do experimento em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado".
Outras companhias vêm testando drogas similares.
Martin Forster, do Instituto do Câncer da University College London (UCL), está testando algumas delas.
"A notícia é muito animadora. Acho que essas drogas vão representar uma mudança de paradigma sobre como tratamos câncer de pulmão”.
Ele disse que, atualmente, se a quimioterapia fracassar, os índices de sobrevivência do paciente são "muito baixos".
"Mas naqueles que respondem a imunoterapia parece haver um controle mais prolongado da doença; acho que se trata de uma grande mudança no tratamento contra o câncer de pulmão", acrescentou.

'Esperança real'

Tabagismo é um dos principais causadores de câncer de pulmão.
A ONG Cancer Research UK disse que usar o próprio sistema imunológico do paciente para combater a doença seria uma "parte essencial" do tratamento contra o câncer de pulmão.

Em entrevista à BBC, Alan Worsley, porta-voz da instituição, disse que o "experimento mostra que bloqueando a habilidade do câncer de pulmão de se esconder das células do sistema imunológico pode ser mais eficiente do que os atuais tratamentos quimioterápicos".
"Avanços como esse dão esperança real a pacientes com câncer de pulmão, que até agora tinham poucas opções".
Cientistas esperam que essas drogas possam funcionar em diferentes tipos de câncer. A Nivolumab, por exemplo, foi aprovada nos Estados Unidos para tratar o melanoma (câncer de pele).
Mas ainda há questões a serem respondidas.
As consequências de longo prazo de modificar o sistema imunológico ainda são desconhecidas e o melhor caminho para entender quem responderá ao tratamento também não é sabido.
Os tratamentos também tendem a ser muito caros, o que representará um desafio aos sistemas de saúde dispostos a oferecê-los.

formas de descobrir se o seu salário é justo

Na hora de negociar um aumento ou apresentar uma pretensão salarial numa entrevista de emprego, saber qual é o valor do seu “passe” no mercado de trabalho faz toda a diferença.
Mas como saber qual é o salário adequado para você com tantas variáveis envolvidas nessa equação - para não falar no tabu que envolve o assunto?
Com o objetivo de ajudar quem busca referências sobre a remuneração em sua área, o consultor britânico Bernard Marr reuniu algumas táticas no LinkedIn Pulse.
Segundo ele, vale buscar informação sobre o assunto regularmente para não ser “esquecido” pelo RH da empresa.
“É comum que pessoas que passam muito tempo numa única empresa fiquem para trás e não recebam o salário que merecem, simplesmente porque elas não checam os padrões do mercado e deixam de pedir aumentos”, escreve Marr.
Veja a seguir 5 dicas do consultor para descobrir o intervalo salarial mais compatível com a sua função:
1. Acesse sites com informações sobre a remuneração praticada na sua área
Portais e ferramentas disponíveis na internet são um bom ponto de partida para conhecer os salários oferecidos pelo mercado. No Brasil, sites como Salariômetro, Love Mondays e Catho costumam trazer informações do tipo. Também é possível consultar guias salariais divulgados por consultorias de recrutamento como a Robert Half ou a Hays. 
Uma desvantagem de usar esses recursos, diz Marr, é que normalmente eles não consideram fatores como experiência ou localização geográfica. Além disso, nem sempre você encontrará a descrição exata do seu cargo nas tabelas.
Salário: vale buscar informação sobre o assunto regularmente para não ser “esquecido” pelo RH© Foto: Thinkstock/BernardaSv Salário: vale buscar informação sobre o assunto regularmente para não ser “esquecido” pelo RH
2. Consulte seus pares
Uma maneira óbvia de saber como vai a remuneração média do mercado é consultar colegas de profissão a respeito. Mas, claro, isso pode ser muito constrangedor.
Para Marr, uma boa saída é perguntar algo mais genérico, como “Este salário mensal parece correto para você?” ou “Parece alto ou baixo para você?”. Mesmo sem uma resposta exata, você pode descobrir a posição do seu empregador em relação à média quando o assunto é remuneração.

3. Procure pelo seu próprio emprego na internet
Outra sugestão do consultor britânico é tentar encontrar a uma vaga parecida com a sua em sites de recrutamento. Não que isso seja sempre possível, já que o salário nem sempre é mencionado. 
Mesmo assim, vale a tentativa. “Com isso, você pode começar a enxergar um intervalo”,escreve Marr. É bom lembrar que você deve consultar oportunidades que se assemelhem ao máximo ao seu emprego, desde a localização geográfica até o porte do empregador.

4. Entre em contato com organizações profissionais
De sindicatos a grupos no LinkedIn, há diversas associações que podem ser consultadas sobre as médias salariais de uma área.
Em alguns casos, a consulta pode ser feita pela internet, mas também pode ser necessário entrar em contato direto com seus representantes. 

5. Busque referências na área pública
No Brasil, a Lei do Acesso à Informação exige a divulgação da remuneração dos funcionários públicos. Outra dica de Marr é consultar os salários de algumas funções públicas parecidas com o que você desempenha. 
A tentativa é válida, na opinião do consultor, ainda que a relação da esfera pública com a iniciativa privada muitas vezes seja distante. "Você se surpreenderia com a variedade de empregos que entram no ‘guarda-chuva’ governamental, de chefs e zeladores a especialistas em mídias sociais e analistas de dados”, afirma o especialista.

Japoneses projetam elevador para ir da Terra ao espaço.

Uma empresa japonesa está desenvolvendo um super elevador para quem quer ver a Terra lá do alto; informou o G1.
O elevador subiria a 200 quilômetros por hora por um cabo, ligando a Terra ao espaço. Ultrapassaria a estação espacial internacional. Continuaria subindo e, depois de três semanas, alcançaria incríveis 100 mil quilômetros. Cerca de um terço da distância até a lua.
O programa Fantásticoda TV Globo conversou com o homem que está à frente do projeto. Yoji Ishikawa, com formação em astronáutica e estudos sobre como viveríamos na lua e em Marte.
“O elevador serviria para levar pessoas e carga, e ainda trazer recursos naturais encontrados só no espaço”, conta o Yoji Ishikawa.
O cabo ficará bem esticado e bem preso nas duas pontas: na Terra, e em uma base, no oceano. E lá em cima, em uma plataforma de desembarque. Os japoneses querem construir uma estação que vai girar na órbita da Terra.
“O elevador teria a capacidade de transportar 30 pessoas, mais a carga.”, diz Yoji.
O teste está sendo feito em uma universidade perto de Tóquio, com um dos componentes do futuro elevador espacial: o mecanismo do veículo, que se tudo der certo, vai levar as pessoas diretamente ao espaço. Por enquanto é um protótipo.
Estudantes pesquisam a solução de algumas dúvidas que ainda têm pela frente. Como o formato do cabo pelo qual o elevador vai subir: os testes são feitos com uma corda cilíndrica e uma espécie de fita, mais achatada.
Uma coisa é certa: o último andar terá a melhor vista do universo.

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